Frustração

Eu comecei a tomar Roacutan a quase dois meses. Eu já conhecia de nome o medicamento, já havia lido alguns relatos, vistos fotos e vídeos. Mas minha busca se intensificou nos últimos tempos porque eu iria tomar dessa vez. E, por mais que os corpos reajam de formas diferentes a mesma medicação, é sempre legal ler sobre quem passou pelo o mesmo que nós (eu ao menos gosto).

Além dos relatos, conversei com a médica e também li a bula. Por ser uma medicamento muito forte, é agressivo em diversos níveis e gera muitos efeitos colaterais. Um dos mais preocupantes, é a agressão ao fígado. Meus exames até então estão normais, com nada excesso ou falta. Mas como tenho receio de ter algum problema, já resolvi cuidar dele de forma mais intensiva. Ai que começa minha frustração médica.

Resolvi ir a um nutricionista para que ele me passasse uma dieta rica em alimentos que são bons para o fígado e que ajudariam ainda mais no seu funcionamento. Apenas isso e nada mais. Chegando no consultório informei isso a ele e ele foi me fazendo aquelas perguntas clichês de médicos: se fumo, se bebo, se pratico atividades físicas, se bebo água, quanto, etc. Depois disso, ele me pesou, tirou minha altura e depois medidas de busto, cintura, quadril e braços. Fez aquele cálculo besta de IMC (sim, besta porque o IMC não diz nada específico sobre minha saúde. Existem milhares de pessoas com IMC abaixo do considerado bom e são saudáveis, pessoas com IMC elevado e pessoas com o IMC normal. Todos os grupos apresentam pessoas ou saudáveis ou que precisam de algum tipo de acompanhamento médico). Segundo o médico, estou com sobre peso e PRECISO fazer uma dieta. Sendo que em todos os exames que já fiz, nunca apresentei nenhuma alteração, está sempre tudo ótimo com minha saúde. Não entendi nem vou entender a NECESSIDADE de fazer uma dieta sendo que sou uma pessoa saudável. Pessoa gorda te incomoda? Não engorde.

Ele então me passou uma dieta idiota e ridícula constituída dos clichês que todo mundo que já foi em médico assim sabe, ou quem tenha lido revistas ou procurado sobre na internet: duas fatias de pão integral, iogurte, queijos brancos, pouca gordura de forma geral, carne magra, preferencialmente frango ou peixe e bastante salada. 

Primeiro de tudo: eu não pedi nenhuma dieta para emagrecer.

Segundo: eu sou uma pessoa saudável, não PRECISO diminuir nada nem viver comendo isso que ele me passou. Porque pra uma dieta ser eficaz, ela deve ser inclusa na vida da pessoa. É óbvio que se ficar comendo coisinha integral e tão pouco, vou emagrecer, qualquer retardado pode perceber isso. Mas eu não vou (nem preciso e nem quero).

Terceiro: se estou com sobre peso ou não, isso deve importar a mim. Acho que só deve importar ao médico se pedir algo ou se minha alimentação oferecer risco a minha saúde. E não, ela não oferece.

Quarto: dieta banal, de folhinha de xerox, simples, rústica e que se passa para todos os pacientes sem considerar nenhuma de suas especifidades. 

Quinto: quando pedi explicações sobre o que seriam os excessos que ele disse que não posso cometer, ele não soube me explicar claramente. “Ah, é só pensar no alimento que sabemos quando excedemos, pesa na consciência”. …Ein?! Não cara, quero a definição do excesso. Se for partir da consciência de cada um, sabemos muito bem que não dá certo. Quero saber se uma colher de sopa de manteiga por semana é excesso dentro das minhas particularidades, dentro dos medicamentos que eu tomo e da vida que eu levo. O que é excesso, hã?

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