A parte boa do oversharing

Pensando no que algumas pessoas que eu leio em redes sociais disseram, tenho tentado ser mais eu. E percebi que isso é bem difícil… sou mais o ambiente do que tudo. E o bom de oversharing, de falar o que se pensa de verdade, de expor seus gostos de modo geral, é que pessoas que pensam o que você pensa,  que gostam do mesmo som que você, vão se aproximar, na medida do possível. Pensando agora, isso parece algo bem óbvio, desde sempre, mas para mim o “click” só aconteceu agora.

Durante algum tempo eu fui muito faladeira, questionadora e fui sendo tida como… chata. Reclamona. Questionadora (mas de um jeito que sentia que era ruim – tipo quando você quer muito saber o porquê de algo e a preguiça toma conta da pessoa que vai explicar e ela vai ficando impaciente…). E acabei ficando retraída, fui ficando cada vez mais calada, achando que realmente tudo o que eu perguntava ou dizia era babaca ou sem importância. E até hoje tem sido assim.

Mas resolvi falar um pouco mais, sem pressa pra ser mais tranquila comigo mesma e sem pressão. Não acho que crescimento pessoal seja de um dia para outro, e acho que é bacana se perceber mudando, amadurecendo, deixando pensamentos ruins para trás, esvaziando lugares ocupados por lembranças ruins no cérebro e deixando com que coisas mais saudáveis tomem esses espaços, pouco a pouco. E mesmo que esses “clicks” aconteçam com mais frequência agora do que algum tempo atrás, a mudança só de fato ocorre quando ela passe do “nível” exercício diário para “rotina”.

(E pensando novamente nas pessoas que leio por ai… acho que a parte que pode ser ruim do oversharing (e nem sempre sendo tão over assim) é quando alguém usa o que você disse contra você. Para te atacar. E nem vou entrar na “chatisse” que está esse assunto sobre fotos e vídeos das pessoas. Minha opinião sobre isso é uma: babaca é quem compartilha sem autorização do outro)